13 de abr de 2013

Eu sou a maré viva


A casa cheia, o coração vazio
Escorre do meu rosto, um lamento arredio
O veneno acabou, a festa esvaziou
O tempo da inocência terminou
Os amigos que eu fiz, e quem jamais voltou
Ferida que eu abri, e a que jamais fechou
Deixou passar a luz, que vence a escuridão
Pra tentar aquecer esse coração
Eles vão me derrubar, que é pra me ver crescer
Eles vão me matar, que é pra eu renascer
Como uma supernova que atravessa o ar
Eu sou a maré viva… se entrar, vai se afogar
Eu grito pro Universo, o meu nome e o teu
E ele vai escutar.
Eu mandei um sinal rumo ao firmamento
Eu forneci a prova cabal desse meu desalento
A sonda vai voar
Até não dar mais pra ver
Levar o que há de bom em mim
Vai levar pra você…
E os que não estão mais aqui
Todos os que se foram
Eles vão me encontrar
Em outra dimensão
Onde não existe dor
Não se declara guerra
Quando estamos em paz. 
(Lucas Silveira)

2 comentários:

  1. gente que poema lindo. certeiro. direto ao ponto. sensibilidade que encanta.

    :)

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