19 de jan de 2014

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Aqui, sentada, fina a camada da aurora, de madrugada, flores, pétalas que o vento devora. Rosas lançadas ao vento, pés descalços no relento, vivendo presa de brisa, vivendo sem amor algum, ainda sou o meu próprio lamento, ainda sou o mal amado das gerações. Pobre menina, morta, morta assassinada, a morte matou, e não me levou mais nada, além da minha tristeza. Coitada, nunca foi amada, não teve mãe, não teve pai, não teve família, nem amigos...viveu cantando para os mortos, que foram até agora, seus psicólogos, as crianças, seu alimento vivo. Os loucos, se viveu foi por amor a eles todos, deuses criados pelas suas ideias, as quais foram todas chamadas de insanas. Menina feia, e sem talentos desfrutáveis, menina burra, estranha pela falta do uso de mocidade... Foi morta e para sempre continuará assim, decampada, pela falta do uso da simplicidade. Abram seus braços e ofereçam-lhes seus abraços calorosos, vocês homens falsos e sem simplicidade. Ela sorrir, mas quer que você se foda, ela chora e reza por vingança de todos, seu sangue é veneno, sua vida é sem serventia, morre a cada dia com um desprezo seu. Poe isso a ame, verdadeiramente, ou simplesmente se mate.

Wêide Oliveira.

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